15 de maio de 1940: Holanda capitula após bombardeio de Roterdã
24/04/2026 10:00
Às 19h em Utrecht, o General Henri Winkelman, Comandante-em-chefe holandês, assinou a rendição incondicional da Holanda continental aos alemães após cinco dias de invasão na Fall Gelb, motivada pelo devastador bombardeio de Roterdã (14/05, 900 mortos) e cerco Panzer-Fallschirmjäger que isolou a cidade. O armistício excluiu Zeeuw-Vlaanderen (sob controle francês) e Holanda do Norte (Wadden), que resistiram até 17/05, preservando governo legítimo em exílio liderado pela Rainha Wilhelmina, que partira de Hoek van Holland no HMS Hereward às 18h20 de 14/05 com Príncipes Juliana e Bernardo, ouro do banco central (US$ 2 milhões) e gabinete ministerial para Londres.
Contexto da Rendição
Invasão iniciada em 10/05 com captura de Eben-Emael, Moerdijk e Haia (aeródromos Ypenburg/Ockenburg) via 7.200 paraquedistas; Grebbeberg (11/05) e Afsluitdijk (12-14/05) retardaram mas falharam ante superioridade Luftwaffe (3.500 aviões vs. 125 holandeses); Roterdã incendiada forçou decisão de Winkelman para evitar "destruição total", apesar de ordens de combate do Ministro de Defesa van Kleffens.
Exílio e Legado
Wilhelmina (60 anos), símbolo de resistência, chegou a Harwich em 16/05 e estabeleceu "governo holandês em Londres" no Claridge's Hotel, emitindo Radio Oranje da BBC e coordenando marinha mercante (maior força aliada em tonelagem); capitulação custou 2.200 militares holandeses mortos vs. 1.000 alemães, mas preservou Zeeuw-Vlaanderen até Dunquerque.





